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Esopo
era um escravo que viveu na Grécia há uns 3000 anos. Tornou-se famoso
pelas suas pequenas histórias de animais, cada uma delas com um sentido e
um ensinamento, e que mostram como proceder com inteligência. O seus
animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons,
exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, é
mostrar como nós, homens, podemos agir.
Não
se sabe muito a respeito da vida de Esopo, até mesmo porque outros
fabulistas receberam o seu nome e as histórias de suas vidas se
misturaram. Dizem que as fábulas de um Esopo encantaram tanto o seu dono
que este o libertou. Dizem que esse Esopo recebeu honrarias e foi recebido
em palácios reais.
As
fábulas de Esopo, contadas e readaptadas por seus continuadores, como
Fedro, La Fontaine e outros, tornaram-se parte de nossa linguagem diária.
"Estão verdes", dizemos quando alguém quer alcançar coisas
impossíveis - o que é a expressão que a raposa usou quando não
conseguiu as uvas. . .
Esopo
nunca escreveu suas histórias. Contava-as para o povo, que por sua vez se encarregou de repeti-las. Mais de duzentos anos depois da morte de Esopo
é que as fábulas foram escritas, e se reuniram às de vários Esopos. Em
outros países além da Grécia, em outras civilizações, em outras
épocas, sempre se inventaram fábulas que permaneceram anônimas. Quando
dizemos, no Brasil: "Macaco velho não mete a mão em cumbuca!",
estamos repetindo o ensinamento de uma fábula .Assim,podemos dizer que em
toda parte, a fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de
inteligência, de justiça, de sagacidade, trazida até nós pelos nossos
Esopos.
Tradução de Guilherme Figueiredo

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