É gostoso quando se pode sonhar.

Sonhar com matas e rios, lugares encantados com fadas, sacis e duendes, sentir anjinhos voando,

sentir a mão de Deus na nossa vida.

 

Aprendi a sonhar com minha avó, nas tardes que

passava com ela, escutando

suas histórias e

sentindo seu carinho.

 

ovó Olga era a filha mais velha de uma família

grande e simples, moradores da zona rural no Rio de Janeiro.

Foi a primeira filha a trabalhar fora,

foi professora e diretora de escola.

ra respeitada e querida por todos.

Os amigos e parentes a procuravam para tudo:

contar problemas, pedir conselhos,

compartilhar a vida.

Pessoa forte e carinhosa, sempre ajudava a todos.

Para mim, ela foi um anjo, até hoje está

presente em minha vida.

 

os muitos presentes que ela me deu,

dois foram muito importantes: o gosto pela leitura

e a vontade de aprender e de ensinar.

 

Virei professora de línguas e literaturas;

não me canso de estudar e o gosto

pela leitura sempre cresceu.

Consegui dividi-lo com meus filhos,

compro para eles todos os livros que achamos legais.

  

este meio tempo, Deus me deu um presente:

conheci um lugar encantado, onde a natureza

ainda prevalece e as pessoas são gentis

e sorridentes.

onstruí a minha casa e comecei a aumentar minha família nessa comunidade linda.

As crianças aqui são inteligentes, alegres e espontâneas.

 

osto de cada uma delas; por isso resolvi

dividir com elas minha paixão com a ajuda de muitos amigos e principalmente

com o apoio da minha família, construí uma casinha encantada,

recheada de livros e brinquedos: a nossa biblioteca!

 

ada mais esperado do que a

homenagem a minha querida avó; o

Espaço Cultural Olga Amador Torres

tem hoje um acervo de mais de 1.500 livros

e revistas, e mais de 100 brinquedos

em sua maioria pedagógicos.

 

        

 

oje completamos um ano de atividades,

espero que, o primeiro de muitos.

Foram duas grandes festas com distribuição de revistas,

livros e presentes para todas as crianças;

dois concursos literários: o primeiro levando

as crianças para o mundo de Monteiro Lobato

e o segundo discutindo o problema

da conservação da água e dos rios;

e 12 oficinas práticas, em que cada responsável

dividiu com as crianças aquilo que tem como dom:

D. Isabel e D. Teresa dividiram suas habilidades manuais na oficina de crochê; o Wilson e a Mariana mostraram às crianças a arte do origami; eu conversei sobre Matemática,

Criação de Textos e Educação Ambiental.

 

om a ajuda da Isabel, da Drika e da Andréa, que também fizeram

sua parte como dentista na higiene bucal;

o Felipe começou a ajudar as crianças

com a Informática e a Inês mostrou a elas

o universo do Impressionismo com a ajuda da Flavinha.

 

Foi um ano maravilhoso. Pedimos a Deus ajuda e orientação para que este tenha sido apenas um bom começo...

História verídica de Márcia Borges, nesse trabalho social, que merece o nosso aplauso!