Há muitos anos, no meio de uma floresta em casa, sete bruxas resolveram dar uma festa.

  

 

 

 

 


 

 

 

Preparavam tortas, pães e doces.

 

 

 

 

 

 

 

Depois se reuniram na sala, para inventar as piores mentiras.

 

Quando a festa estava no auge, um estranho bateu a porta e disse:

 

  

- Por favor, deem-me um pouco de comida!

- Estou morto de fome.

 As bruxas, porém, detestavam fazer caridade. Apenas riram do homem faminto e responderam:

 
- Saia já, seu bobo!  Você está ficando louco?

 Mas o estranho insistiu. Depois  de uma hora, a voz dele já estava tão fraca e cansada que uma das bruxas resolveu ajudá-lo.

 


- Que tal, somente uma migalhinha? -  Assim, ele para de estragar nossa festa.

 Então, a bruxa apanhou uma migalhinha, colocou-a num pires e foi ate a porta dando risada.
- Não consigo abri-la, a porta estava trancada!
Enquanto isso, a migalhinha começou a crescer, crescer e crescer tanto, que as bruxas tiveram que se esconder nos cantos da casa.


- Quem será que teria feito isso? - Perguntou a bruxa mais velha, que já estavam de olhos arregalados de tanto medo.

 E o pobre homem faminto, que continuava do lado de fora da casa, disse:
 

 

 

"Vocês não quiseram ajudar,
 Vocês não querem amar.
 É só fofoca, é só maldade!
 Agora eu não terei caridade."!
 

 As bruxas perceberam que tinham sido cruéis com a pessoa errada.

 

"Não quiseram nem dar pão oco,
 agora terão seu troco
 de hoje em diante,
 viverão no toco.

 Disse o mago, ao sair da floresta.

E até hoje, essas bruxas ficam escondidas nos tocos das árvores, perdendo tempo com conversas inúteis que ninguém pode ouvir.
 

História da Julia Rampel (9 anos)

Natal/RN