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Mariazinha foi à aula, Toda feliz e contente. Levava a caneta novinha, Que a avó lhe deu de presente.
A vovozinha amorosa Recomendou-lhe prudência: - Cuidado, minha netinha, Sempre que for escrever, Faça lição com paciência.
Mas como era distraída, Mariazinha se perdeu, Do que a vovó lhe dissera. Foi fazer os seus deveres E o bom conselho esqueceu.
Rapidamente escrevendo, A caneta que corria, Nas suas mãos inseguras, O traços ficando tortos E sua letra mal se lia.
Quando sua professora viu, Aquela feia lição Mandou-a fazer outra vez Pois com letra como aquela, Tudo era confusão.
Assustada, de repente, A menina compreendeu Que a vovó tinha razão: se não tivesse cautela Perderia o que escreveu.
Percebeu que com jeito e cuidado, Bom mesmo era fazer devagar, Usando bem a caneta Que não era mais teimosa, E que estava ali para ajudá-la a estudar . . . Enise
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