- Socorro! Estou perdida nesta floresta escura!

Assim, Taís uma linda menina, chorava desesperada.

- Taís? É você, querida?

A menina se assustou. Lá embaixo, estava um homenzinho engraçado de bochechas rosadas e de nariz arrebitado. Seu chapéu azul de ponta , dava-lhe um ar de alegria.

 

- Quem é você? - perguntou curiosa a menina. 

- Eu sou um gnomo da floresta - disse o homenzinho.

- Você é um gnomo de verdade? Eu tenho um gnomo de pano que eu chamo de Tilinho.

Papai Gnomo se sentou e acendeu seu cachimbo que, de tão comprido, se apoiava no chão. Ele sorria para a menina.

Depois de um certo tempo, o gnomo falou:

- Venha cá, Taís. Você vai conhecer o nosso mundo, onde só as crianças que conseguem sonhar entram.

 

 

 

 

Sem medo, lá se foi ela feliz com seu amigo de bata azul e de botas de feltro. Quando chegaram à casa dele, sua mulher, a Mamãe Gnomo, serviu um delicioso lanche.

 

Depois, caminharam de mão dadas por uma luz que brilhava na direção da floresta e chegaram a um lugar onde crianças gnomos brincavam de esconde-esconde.

- Que lindo, Papai Gnomo! Nunca pensei que meus sonhos se realizassem. Sou amiga de gnomos de verdade - falou Taís, toda agitada.

- É por isso que você deve ter sempre sonhos lindos! - disse sorrindo Mamãe Gnomo.

- Quando precisar de mim, Taís, passe duas vezes sua mão pela minha cabeça e atenderei seus pedidos onde quer que você esteja - falou Papai Gnomo.

De repente, não havia mais a luz brilhante, nem os gnomos, e Taís se viu sentada em sua cama.

 

- Poxa! Tudo não passou de um sonho? - murmurava Taís espantada.

Mas que surpresa! Junto de seu gnomo Tilinho havia dois outros gnomos de pano, muito parecidos com seus amigos da floresta encantada.

- Este será o meu segredo! - sorriu Taís.

Desse dia em diante, seus olhinhos negros nunca mais deixaram de brilhar.