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- Vá, minha velha, e faça um bolinho gostoso pra gente comer.
O bolinho ficou dourado e cheiroso, e a vó o colocou na janela pra esfriar.
No começo o bolinho ficou lá, bem quieto. Mas logo cansou de estar parado e
Rolou da janela pra cadeira, da cadeira pro assoalho, do assoalho pra porta, e foi rolando pela porta afora até cair no quintal. E foi
rolando e rolando, do quintal pra porteira e da porteira pra fora, até
- Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse a lebre.
- Não me pape não, dona lebre - disse o Bolinho. - Deixe eu cantar uma canção pra você: "Eu sou um Bolinho, Redondo e fofinho, De creme recheado, Na manteiga assado, Deixaram-me esfriando, Mas eu fugi rolando! O vô não me pegou, A vó não me pegou, Nem você, dona Lebre, Vai me pegar!"
Rola que rola, até que encontrou um Lobo. - Bolinho, Bolinho, eu vou papar você - disse o Lobo. - Não
me pape não, deixe eu cantar uma canção pra você:
"Eu sou um Bolinho, Redondo e fofinho, De creme recheado, Na manteiga assado, Deixaram-me esfriando, Mas eu fugi rolando! O vô não me pegou, A vó não me pegou, A Lebre não me pegou, Nem você, Lobo bobo, Vai me pegar!"
E saiu rolando, antes que o Lobo pudesse piscar um olho. Rola que rola, até que encontrou uma Raposa. - Bolinho, Bolinho, pra onde vai rolando? - perguntou a Raposa.
-
Bolinho, Bolinho, cante-me uma canção - pediu a Raposa. E o Bolinho
cantou:
"Eu sou um Bolinho, Redondo e fofinho, De creme recheado, Na manteiga assado, Deixaram-me esfriando, Mas eu fugi rolando! O vô não me pegou, A vó não me pegou, A Lebre não me pegou, O Lobo não me pegou, Nem você, dona Raposinha, Vai me pegar!" E a Raposa disse então: - Que
bela canção, Bolinho!
Pena que eu sou dura de ouvido, não escuto muito bem. Lindo Bolinho, pula no meu focinho, fica mais pertinho, pra ouvir você direitinho! O Bolinho pulou no focinho da Raposa, e a Raposa, nhoc!, papou o Bolinho!!!!
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